Albuquerque defende uma discriminação positiva nos Vistos Gold

Miguel Albuquerque lamenta a intransigência do Governo da República, dizendo que Lisboa está apenas a pensar do país da elite ao anunciar o fim do programa dos ‘vistos gold’.

O presidente do Governo Regional defende uma discriminação positiva para determinadas regiões, entre as quais a Madeira, no que respeita aos vistos gold e diz ainda que há todo o resto de um Portugal a necessitar deste programa, partilhando que na Região os governantes irão refletir sobre esta decisão e tentar perceber se poderá existir uma alternativa, dentro do quadro legal e a coberto do ‘estatuto’ de autonomia, pelo que será deveras prematuro falar já em alternativas.

Albuquerque, à margem da visita à empresa Madeira Supremo, comentou ainda o conjunto de medidas ontem anunciadas por António Costa acerca da habitação.

“Foi o habitual power point do Governo da República pelo que temos que esperar ainda pela Assembleia da República”, recordando-se que haverá ainda, primeiro, um período de um mês de consulta pública. Mas no essencial, Albuquerque não vê grandes virtudes no “conjunto de intenções” e não parece muito convicto que as possa adaptar à Madeira, optando por análises caso a caso antes de se comprometer com decisões.

Na sintise de Miguel Albuquerque, “este é um conjunto de intenções que foram anunciadas pelo Governo, à boa maneira do que faz, em power point, e agora vamos ver a realidade. E a realidade é esta: queremos manter na Madeira os Vistos Gold, porque entendemos que é bom para o crescimento do imobiliário de alto rendimento, se for acompanhado pelas medidas que estamos a tomar, garantindo no mercado habitações a preço acessíveis aos jovens casais e à classe média. E, em segundo lugar, entendemos que o Alojamento Local é muito importante para dinamizar a reabilitação de todos os concelhos da Madeira, é bom porque atrai pessoas e o número de visitantes aumenta e nada, neste momento, justifica que a Madeira esteja abrangida por este conjunto de medidas que se dirigem fundamentalmente a Lisboa e ao Porto”.

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