Arrancaram, esta tarde, no Museu de Imprensa, em Câmara de Lobos, as Conferências do Atlântico, que decorrem até amanhã no âmbito da celebração da visita de Winston Churchill à Madeira, em 1950.
A sessão de abertura contou com uma intervenção de Miguel Albuquerque, presidente do Governo Regional, que não deixou de reiterar a importância deste certame internacional, que se debruça sobre a questão atlântica e o papel das potências do Atlântico na nova geopolítica mundial.
“Foi neste cenário idílico da baia de Câmara de Lobos que um dos maiores vultos políticos da história do nosso teve o tempo necessário para pintar um ou dois quadros”, começou por recordar o líder do executivo madeirense, que rememorou Churchill como “um grande homem” que “nos momentos críticos da História teve um papel crucial”.
“Isto deve servir-nos de inspiração para refletirmos sobre a importância do pensamento geopolítica e para mantermos uma reflexão crítica sobre as questões do nosso tempo”, frisou, aditando que tais questões “não são o grande palco para o Papa em Lisboa”.
A este propósito, Miguel Albuquerque convocou a grande obra deixada pelo antigo primeiro ministro britânico, que, apesar de ter sido alvo das críticas de “inúmeros detratores”, teve “um papel decisivo nas vitórias nas duas guerras mundiais”, para além de ter desempenhado os cargos políticos mais importantes no seu país.
Churchill é, assim, visto pelo presidente regional como um homem fora do comum, que “tinha uma energia mental e física extraordinária”.
Por seu turno, João Carlos Espada, professor da Universidade Católica Portuguesa, enalteceu o trabalho deste governador britânico “em defesa da democracia na sua hora mais negras”.
Recorde-se que as Conferências do Atlântico, que decorrem até amanhã no Museu de Imprensa, em Câmara de Lobos, decorrem no âmbito da celebração da visita de Winston Churchill à Madeira, com a sua mulher Clementine. Ao celebrar a visita de Churchill à Madeira, as Conferências do Atlântico pretendem revisitar o significado do seu compromisso com a tradição ocidental e europeia de liberdade sob a lei, que remonta a Atenas, Roma e Jerusalém; sendo também seu propósito revisitar – esperando entender melhor – o papel decisivo que Churchill atribuiu à Aliança Atlântica e à tradição marítima de liberdade entre os povos de língua inglesa na defesa do Ocidente.
Esta é uma iniciativa conjunta da presidência do Governo Regional da Madeira, da Câmara Municipal de Câmara de Lobos e do Instituto de Estudos Políticos da Universidade Católica Portuguesa.



