Rui Abreu reuniu com o Cônsul Honorário de Portugal em Durban, Elias de Sousa, que deu conta dos temas que marcam a atualidade da Comunidade Madeirense na África do Sul.
A normalidade começa a regressar à África do Sul, com a Comunidade Madeirense a reerguer-se, após os violentos saques que varreram o país em maio passado.
“Durban, província de Natal, foi uma das mais afetadas pela recente crise na África do Sul. E, apesar de ser uma província com poucos madeirenses, comparativamente à cidade de Joanesburgo ou à Cidade do Cabo, estima-se que ali residam 30 mil madeirenses”, lembrou Rui Abreu.
O Cônsul Elias de Sousa deu conta que a situação que a Comunidade Madeirense atravessou recentemente foi bastante difícil. “Foi uma grande crise. Mas agora os problemas estão sanados. A vida está a funcionar normalmente na África do Sul, concretamente em Natal, onde muitos dos negócios afetados já voltaram a abrir, o que é positivo”.
Comunidade expectante
No entanto, com o aproximar das eleições locais naquele país, a Comunidade está expectante. “Todos sabemos que os tumultos começaram devido a questões políticas: a divisão dentro do Partido do ANC. Este ano há eleições locais e eleições para os governadores dos cinco Estados Sul-Africanos. Denota-se alguma expectativa, mas também um sentimento de esperança por parte da nossa Comunidade”.
Sobre a mesa, esteve também o tema da emigração de jovens descendentes de madeirenses, de terceira e quarta gerações. “Este não é um fenómeno novo. Mas é mais evidente nos últimos anos” observou Rui Abreu.
Os destinos desta vaga de migração de descendentes de madeirenses são essencialmente países de língua inglesa. Em primeiro lugar a Austrália e o Reino Unido, seguindo-se os Estados Unidos da América e o Canadá.
Elias de Sousa lamenta a saída dos mais jovens da África do Sul rumo a outras paragens, considerando esta migração “uma perda para o país”.



