Assinalou-se, na semana passada, o Dia Mundial da Língua Portuguesa, dia que se revestiu de um significado muito especial na República do Quénia com a inauguração do Centro de Língua e Cultura Portuguesa culminando assim um exaustivo processo de colaboração com a Universidade de Nairóbi na qual mais de 100 alunos foram formados nos últimos três anos de atividade, pela leitora Ana Alfaiate com o apoio inexcedível do Instituto Camões.
Luísa Fragoso, Embaixadora de Portugal para o Quénia, sobejamente conhecida pela sua apetência em questões do ensino e de cultura, disse ser um dia feliz e que registava a sua grande satisfação de testemunhar a abertura do Centro de Língua e Cultura Portuguesa, na Universidade de Nairóbi, com a qual o Instituto Camões propôs a assinatura de um Protocolo de Cooperação aquando da reabertura da Embaixada de Portugal naquele país da África Oriental.
Um caminho que se faz ao andar, como diz o poeta. Os próximos passos serão trilhados para que os cursos prossigam para os níveis seguintes. Luísa Fragoso diz que a casa está pronta para acolher os lusófilos.
A Embaixadora parabenizou a leitora, Ana Alfaiate, que abraçou o projeto sem hesitações, muita dedicação e muito trabalho. Contámos a história da nossa língua e da cultura lusófona pelos olhos dos enviados dos países da Comunidade de Países de Língua Portuguesa [CPLP].
O NOTÍCIAS DIÁSPORA apurou que os diplomatas lusófonos se batem para popularizar a língua portuguesa em África com a esperança de atrair mais quenianos na aprendizagem da língua portuguesa no centro agora inaugurado e têm uma referência “indelével”, a marca deixada por Vasco da Gama e a sua frota na passagem por este país da costa oriental no século XV.
Há doze anos, a CPLP elegeu o dia 5 de maio para o Dia internacional da Língua Portuguesa para celebrar aquilo a que chamam, ”a identidade de falantes de português e cultura“.
Em discordância com este sucesso, na África do Sul, não foi observada qualquer atividade o que revela que as nossas autoridades não estão vocacionadas a empreitadas culturais para a comunidade e a inexplicável inobservância desta data pode considerar-se uma atitude rebarbativa para a maior comunidade lusa de todo o continente africano e que assinalar este dia ao exemplo do que aconteceu no Quénia seria uma ótima oportunidade em dar mais um passo na direção àquilo que se vem pretendendo desde há muito, a preservação da nossa memória coletiva e o atestar de uma presença com mais de cinco séculos.



