Terminou, esta terça-feira a missão de António Manuel Leão Rocha como embaixador de Portugal no Canadá, função que desempenhou e que agora encerra com um sentimento de “satisfação do dever cumprido”, conforme partilhou numa publicação nas redes sociais da embaixada de Portugal em Ottawa.
Na mensagem de despedida, o diplomata sublinhou ter sido “um prazer e um privilégio” exercer funções num país com a projeção internacional do Canadá, destacando também a proximidade entre os dois Estados, fator que, afirmou, facilita o relacionamento diplomático e a atividade da missão portuguesa.
Apesar dessa proximidade, António Leão Rocha descreveu o cargo como exigente, tendo em conta a composição política e a vasta extensão territorial canadiana, realidades que obrigam, referiu, a “um acompanhamento constante e particularizado”.
Um dos eixos centrais do seu mandato foi a relação com a comunidade de origem portuguesa, cujo contributo classificou como decisivo ao longo da missão diplomática. Presente no Canadá há pelo menos 72 anos, esta diáspora tem, segundo o embaixador, “um reconhecido e prestigiado papel no desenvolvimento canadiano”, aos níveis federal, provincial e local.
De acordo com o último censo populacional canadiano, a comunidade luso-canadiana ultrapassa as 450 mil pessoas, com representação política em vários níveis de governação.
Na mesma publicação, o diplomata destacou ainda o dinamismo do associativismo português no país, considerando-o uma “alavanca significativa para a interação diplomática”. Entre os momentos mais marcantes do mandato, recordou as comemorações dos 70 anos do estabelecimento das relações diplomáticas bilaterais e da imigração oficial portuguesa para o Canadá, bem como a receção a altas entidades nacionais, com destaque para a visita do Presidente da República em 2023.
António Leão Rocha fez também questão de reconhecer o trabalho da equipa diplomática, agradecendo o contributo dos três cônsules-gerais, dos dois consulados honorários e das várias estruturas representativas da comunidade.
Numa nota final, deixou um agradecimento particular à conselheira de embaixada Raquel Chantre Teixeira e a todos os colaboradores da missão, estendendo o reconhecimento às autoridades portuguesas e canadianas com quem trabalhou durante o mandato.
“A todos (…) o meu agradecimento. Muito obrigado!”, concluiu.
Leia o discurso completo:
“Termina hoje (terça-feira, dia 3 de fevereiro), para a minha mulher e para mim, a nossa missão como Embaixadores de Portugal no Canadá. Foi um enorme prazer e um privilégio terem-me sido confiadas tão elevadas funções num país com a projeção internacional canadiana. Um país que nos é bastante próximo, o que facilita o relacionamento diplomático e a atividade da Embaixada. Uma missão exigente, ainda assim, tendo em atenção a composição política e a extensão territorial do país, desafios que implicam um acompanhamento constante e particularizado.
Para facilitar a envergadura dos desafios contei sempre com o decisivo contributo da comunidade de origem portuguesa que, desde há setenta e dois anos, pelo menos, tem um reconhecido e prestigiado papel no desenvolvimento canadiano, e no provincial e local, o que constituiu uma alavanca significativa para a interação diplomática, com destaque para o associativismo, muito ativo e dinâmico e as iniciativas que ao longo deste período foi realizando. Relembro as mais eloquentes: a comemoração dos setenta anos do estabelecimento das relações diplomáticas bilaterais e a celebração dos setenta anos do início da imigração oficial portuguesa para o Canadá, bem como a receção dispensada às mais altas autoridades nacionais que estiveram em visita, destacando-se a que realizou o Senhor Presidente da República em 2023.
A representatividade política da comunidade está bem espelhada ao nível federal, provincial e municipal, com maiores ou menores focos de concentração, que totalizam de mais de 450 mil pessoas segundo o último censo populacional canadiano.
Para além dos nossos compatriotas, foi de grande valor para a missão o papel desempenhado pela equipa da Embaixada e os três Cônsules-gerais neste país, bem como os dois Consulados honorários e as inúmeras estruturas representativas oficiais ou informais, cujas prestações todos estiveram ligados ou promoveram.
Por todas as razões só posso terminar a minha missão com a satisfação do dever cumprido, consciente que não foi possível alcançar todos os objetivos, ou cumprir todas as orientações. Tenho de agradecer à Conselheira de Embaixada Raquel Chantre Teixeira e a todos os colaboradores diretos da missão, o seu compromisso permanente.
A todos, autoridades nacionais e canadianas que mais diretamente trabalharam com esta missão, o meu agradecimento, extensivo aos compatriotas. Muito obrigado!
António Manuel Leão Rocha”
Fonte: BOM DIA



