As fotos do Museu de Fotografia da Madeira – Atelier Vicente’s, publicadas para assinalar o Dia Internacional do Migrante, documentam o grande fluxo migratório de madeirenses para esta ilha das Antilhas Holandesas.
Comemorou-se durante o dia de ontem (18 de dezembro), o Dia Internacional do Migrante, uma comemoração que ocorre anualmente por iniciativa da Organização das Nações Unidas.
O dia serviu de mote para que o Museu de Fotografia da Madeira – Atelier Vicente’s partilhasse um conjunto de imagens da Foto Figueira, que documentam o surto migratório de madeirenses para o Curaçau na década de 40 do século passado, devido à forte oferta de emprego na indústria petrolífera.
Muito atrativas
Naquela época, as Antilhas Holandesas eram muito atrativas para os madeirenses. Desde 1929 e ao longo dos 20 anos seguintes, as ilhas da costa venezuelana, Aruba e Curaçau, captaram uma força expressiva de mão-de-obra, que ascendeu aos 4.000 trabalhadores.
Atualmente, estão inscritos nos postos consulares das Antilhas Holandesas, cerca de 3.000 portugueses, maioritariamente da Madeira, ainda que tudo aponte para que este número seja superior.
Este grupo de ilhas do Sotavento era formado por Aruba, Curaçau e la Margarita. Hoje, apenas as duas primeiras se encontram sob a soberania holandesa, estando a última sob jurisdição venezuelana.
A economia do Curaçau e Aruba eram dominadas pela indústria da refinação do petróleo, que ganhou maior dinâmica durante e após a Segunda Guerra Mundial. A refinaria instalou-se no Curaçau em 1916 e, duas décadas depois, inicia-se o recrutamento de trabalhadores madeirenses.



