A União Europeia (UE) vai disponibilizar mais 500 milhões de euros para apoiar a Ucrânia, anunciou esta segunda-feira o ministro dos Negócios Estrangeiros português, depois de uma reunião com os homólogos de todos os Estados-membros.
“Tomámos uma decisão de incremento de mais de 500 milhões de euros do mecanismo europeu de apoio à paz”, sustentou João Gomes Cravinho, em declarações aos jornalistas depois de uma reunião com os homólogos da UE, em Bruxelas.
João Gomes Cravinho acrescentou que a este pacote de ajuda a Kiev, a UE vai juntar também 45 milhões de euros de investimento na “missão de assistência militar” à Ucrânia, uma iniciativa de treino de militares na Polónia e na Alemanha.
Os ministros dos Negócios Estrangeiros da União Europeia também discutiram a “questão complexa” da criação de um tribunal para combater a impunidade pelos “crimes cometidos na Ucrânia de guerra ou o crime de agressão, que é mais amplo”.
Os governantes com a pasta da diplomacia reuniram-se hoje em Bruxelas (Bélgica) para avaliar o apoio à Ucrânia, que está a quase um ano em guerra com a Rússia.
Os ministros também estiveram reunidos com o primeiro-ministro da Autoridade Palestiniana, Mohammad Shtayyeh, e com o ministro dos Negócios Estrangeiros daquele país para discutir o conflito que há mais de 70 anos assola o território onde vivem os palestinianos: “A nossa preocupação é que a solução de dois estados, convivendo lado a lado em paz e segurança, é uma solução cujas condições se vão tornando cada vez mais difíceis e exíguas.”
A última parcela dos fundos europeus chega num momento em que a Alemanha enfrenta uma intensa pressão pela hesitação em fornecer tanques de guerra à Ucrânia.
“Precisamos de passos ousados, decisivos e audaciosos para garantir a vitória da Ucrânia em 2023”, twittou o ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Dmytro Kuleba.
Ministros dos países bálticos da UE lideraram pedidos para que Berlim dê luz verde ao envio de tanques Leopard 2 para Kiev na reunião em Bruxelas.
Berlim sinalizou que poderia estar pronta para conceder permissão a outros países, como a Polónia, para entregar os tanques.
“Gostava de não ter de esperar mais um dia pela entrega dos tanques”, disse o lituano Gabrielius Landsbergis.
Os fundos da UE são usados para reembolsar os Estados membros pelas armas que entregaram à Ucrânia.
Os ministros das Relações Exteriores também concordaram em gastar 45 milhões de euros numa missão de treino criada no ano passado para treinar 15.000 soldados ucranianos.



