Aproximam-se as eleições Legislativas e o NOTÍCIAS DIÁSPORA foi perceber que intenções, iniciativas e projetos têm os candidatos socialistas e sociais-democratas – pelo círculo da emigração fora da Europa – para os cidadãos que residem no estrangeiro.
Os portugueses espalhados pelo mundo sentem-se ignorados e, de certa forma, afastados da vida e preocupações políticas em Portugal.
Existe quem compare, por exemplo, a altura que antecedeu as eleições legislativas de 2019 e o tempo atual, onde estamos a pouco mais de um mês a nova ida às urnas, e considere que o acompanhamento é, atualmente, menor.
Opinião que quer Paulo Porto, candidato pelo PS à Assembleia da República pelo círculo da emigração fora da Europa, quer António Maló de Abreu, cabeça de lista pela diáspora que reside fora da Europa, mas pelo PSD, refutam.
Para o candidato socialista, a pandemia e as restrições em consequência da mesma, podem ter ditado esse sentimento na emigração.
“Acho exatamente o contrário. Nunca houve tanta proximidade dos políticos com a diáspora mesmo em tempo de pandemia. No meu caso, e mesmo com toda a situação, consegui visitar a Venezuela, Canadá, EUA, Brasil e todos os países que eram possíveis visitar. Não consegui visitar Macau nem a África do Sul devido à quarentena imposta.”
Mesmo com o período de pandemia, Paulo Porto defende que foi possível manter a proximidade, “inclusive com as iniciativas digitais”.
“Tivemos muito mais proximidade do que em outros tempos. Eu [Paulo Porto é lusodescendente], quando estava na diáspora, não sentia essa proximidade que há hoje”, considera.
Também o social-democrata António Maló de Abreu rejeita a existência desse distanciamento.
“Da nossa parte a preocupação nunca foi maior e a nossa intenção é tudo fazer para conseguir receber a confiança de um suficiente número de eleitores que nos permita eleger os dois deputados por fora da Europa, como já foi durante tantos anos”, explica.
No entanto, o cabeça de lista do PSD, considera que “a situação de pandemia em que vivemos não facilita um maior contacto pessoal que muito gostaria de ter com a diáspora”.
“Mesmo assim irei fazer um esforço por conseguir deslocar-me à África, à América do Sul, aos Estados Unidos e ao Canadá”, promete.



