O luso-venezuela Jaime Orlando dos Reis Macedo foi libertado de uma prisão na Venezuela. A notícia foi anunciada por Carlos José Fernandes Ribeiro, deputado na Assembleia Regional da Madeira.
“Esta noite recebemos uma notícia que traz alívio e esperança: Jaime Orlando dos Reis Macedo foi libertado”, começou por dizer o parlamentar madeirense.
“Depois de meses de detenção arbitrária, Jaime já se encontra em casa, junto da sua mãe e da sua irmã. Segundo a sua afilhada, ainda está em choque, mas rodeado da família – uma família que hoje consegue, finalmente, viver este momento com alguma paz”, continuou Carlos Ribeiro na publicação.
O deputado disse ter tido a “oportunidade de falar com a sua irmã Jenny”, que está “muito feliz pela libertação do irmão”, acrescentando que este momento era “muito esperado pela família” do, até hoje, recluso.
“Jaime ficou conhecido como o ‘preso fantasma’. O seu único ‘crime’ foi ser familiar de uma defensora incansável dos direitos humanos, a minha amiga Ana Karina García. Foi detido em julho de 2025, num claro exemplo de perseguição e repressão política”, contou Carlos Ribeiro.
Contudo, frisou, “a sua libertação é importante, mas não chega”. O deputado exigiu ainda a libertação de “todos os presos políticos, incluindo os luso-venezuelanos que permanecem injustamente detidos”.
“Não esquecemos. Não desistimos. A liberdade tem de ser para todos”, concluiu.
Jaime Reis é o terceiro luso-venezuelano a ser libertado
Os descendentes portugueses na Venezuela têm vindo a ser libertados desde o dia 25 de janeiro, após a captura de Nicolás Maduro pelos Estados Unidos, onde se encontra numa prisão federal a aguardar julgamento.
A primeira a ser libertada foi Carla da Silva, de 42 anos. Foi encarcerada aos 36 anos, condenada por “conspiração e associação para cometer crimes”, alegadamente para derrubar o governo venezuelano, em 2020.
Uma semana depois, a 1 de fevereiro, era libertado o médico Pedro Fernández, detido desde outubro de 2025, que tinha raízes madeirenses.
A Venezuela começou a libertar presos políticos após uma ordem da presidente interina, Delcy Rodriguez, que substituiu Nicolás Maduro, após a sua captura. Em menos de um mês, de 8 a 30 de janeiro, foram libertadas 310 pessoas das prisões venezuelanas.



