Meio milhão de eleitores duplicados

O órgão representativo dos emigrantes na Europa alertou para a possibilidade de meio milhão de eleitores portugueses estarem inscritos em dois cadernos eleitorais, contribuindo para inflacionar os níveis de abstenção em Portugal.
“Estão em causa cerca de meio milhão de eleitores portugueses potencialmente inscritos em dois cadernos para as eleições europeias […] que podem contribuir muito significativamente para os níveis de abstenção no círculo da Europa e, consequentemente, em Portugal”, segundo o presidente do Conselho Regional das Comunidades Portuguesas na Europa, Pedro Rupio.
A estimativa consta de uma carta enviada à secretária de Estado das Comunidades, Berta Nunes, a que a agência Lusa teve acesso.
Os cidadãos portugueses a residir em países da União Europeia podem optar entre eleger eurodeputados por Portugal ou pelos países de acolhimento, devendo “declarar formalmente” essa opção, o que, segundo Pedro Rupio, “raramente acontece”.
O Conselheiro sugeriu várias alterações e reconhecendo que, ainda assim, estas medidas não serão suficientes para permitir a “plena participação política” dos portugueses residentes no estrangeiro” nas eleições europeias, considerou “imperativo viabilizar” várias formas de votação além da correspondência, nomeadamente o voto eletrónico.

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