Padre português na Venezuela morre vítima de Covid-19

José Nóbrega, padre madeirense na Venezuela, acabou por falecer ontem, aos 56 anos, vítima de Covid-19. O madeirense é natural do Caniço, emigrou com os pais para terras de Símon Bolívar aos 6 anos e dedicou uma vida ao sacerdócio. Tinha a seu cargo quatro instituições de educação nas comunidades de San Félix de Guayana e Sierra Imataca, num caminho missionário iniciado em 1991.

Em novembro de 2019, o sacerdote teve o privilégio de regressar à sua terra Natal – Caniço – pela primeira vez desde a partida, onde aproveitou para descansar e estar com a família. As primeiras férias 28 anos após a sua ordenação.

O Grupo Parlamentar do PSD informou em comunicado que dará entrada, na Assembleia Legislativa da Madeira, de um voto de pesar pelo falecimento do padre José Nóbrega, missionário claretiano madeirense, na Venezuela.

Nascido no Caniço, saiu da Madeira aos seis anos de idade, com os seus pais, em 1969, à procura de uma vida melhor.

Cresceu em Los Jardines de El Valle e, a partir de 1991, decidiu fazer da religião e do caminho missionário a sua razão de vida, tendo sido ordenado padre com 26 anos. Faleceu no passado dia 30 de março, na Venezuela, vítima de COVID-19.

Formado em gestão educativa, liderava, atualmente, várias instituições educativas. “Conhecido pelo seu espírito solidário e pela sua paixão pela educação, o padre José Nóbrega caracterizava-se pela sua energia e pela sua permanente disponibilidade em ajudar os outros”, refere a nota do PSD.

Para si, prossegue o partido, “a educação e a democracia participativa eram pilares que tentava incutir nos mais jovens”. Trabalhava de perto com a comunidade rural, nas serras e no oriente da Venezuela, próximo de comunidades desfavorecidas, cada vez mais afetadas pela crise económica e social que assola aquele país.

“Carismático e empreendedor, como bom madeirense que era, o sacerdote José Nóbrega ficará na memória de todos como um filho que honrou as suas raízes. Mesmo diante das dificuldades, continuará, como em vida, a ser símbolo da fé, da esperança e da motivação que incutia no seu trabalho.”

“O PSD endereça, à sua família e amigos, sentidas condolências, bem como, uma palavra de conforto às comunidades e instituições venezuelanas onde trabalhava”, conclui.

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