Em entrevista à Revista Comunidades, o secretário de Estado das Comunidades Portuguesas conta ouvir com proximidade os portugueses radicados no estrangeiro para construir as melhores políticas.
O novo secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, Paulo Cafôfo, vai manter as “políticas de proximidade” que vem adotando ao longo da sua carreira política no desempenho do cargo que agora ocupa no Governo da República.
“Ao longo da minha atividade política, tenho-me pautado por políticas de proximidade. É junto das pessoas que me sinto bem e é junto delas que pretendo estar construindo políticas que melhorem a sua vida”, disse o ex-líder do PS-Madeira e antigo presidente da Câmara Municipal do Funchal numa entrevista à Revista Comunidades.
Neste sentido, o agora governante da República espera poder contar “com as pessoas, com o seu olhar crítico, mas também com as suas propostas, para desenvolver todo o meu trabalho”.
E quais são as linhas orientadoras do trabalho que espera desempenhar? Melhorar o funcionamento da rede consular, reforçar o associativismo e elevar a Língua Portuguesa, enumerou Paulo Cafôfo.
Para o secretário de Estado, “os tempos que vivemos são complexos, seja por causa da pandemia que virou o mundo do avesso, seja por uma guerra [entre a Ucrânia e a Rússia] que coloca em causa a nossa segurança e bem-estar”.
“Se as incertezas no mundo são muitas, temos de criar condições para que haja estabilidade nas relações entre o Governo e as nossas comunidades, sabendo que os problemas são muitos e que não podem ser resolvidos de uma só vez. Mas temos de avançar e dar passos seguros, trilhando um caminho em que pisamos um chão comum: o do diálogo”, complementou Cafôfo, observando que se está perante “um desafio mas também uma oportunidade, onde todos temos de estar à altura e dar o nosso melhor”.
Para Paulo Cafôfo, “as comunidades portuguesas no estrangeiro têm de ter uma importância estratégica para o País, ainda para mais neste mundo global em ebulição. Constituem um ativo, que poucos países têm como nós, que temos de potenciar”.
“Tenho pelos portugueses e pelas portuguesas que residem e trabalham no estrangeiro o maior respeito pela sua coragem, dinamismo, empreendedorismo e humildade. São um exemplo e uma inspiração”, afirmou o governante na entrevista à referida revista, sublinhando que enquanto “secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, desejo esbater a distância física que os separa do nosso País, estando sempre presente e próximo”.
A política de proximidade “será efetivada em deslocações aos países e regiões de acolhimento, mas também em políticas que resolvam os seus problemas e simultaneamente os valorizem como portugueses de pleno direito”, concluiu.
“Quanto à Língua Portuguesa, como elo de ligação entre todos nós é uma aposta que temos de manter e elevar”, prosseguiu, salientando a necessidade de continuar “transmitindo a nossa Língua às gerações seguintes”.
“Esta Língua que permite também a cooperação entre tantos países e é cada vez mais falada em redor do globo tem de ser continuamente expandida”, afirmou o novo secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, observando que “para valorizar a nossa Língua, que à escala global conta já com mais de 260 milhões de falantes, é fundamental a promoção de um ensino de qualidade, naquela que tem de se afirmar como uma Língua para o mundo”.



