Marcelo Rebelo de Sousa, Presidente da República Portuguesa, defendeu, em entrevista concedida à SIC, que a TAP tem que continuar a existir reforçando que a empresa é “fundamental para as comunidades portuguesas”.
“Um dos vínculos das comunidades portuguesas a Portugal chama-se TAP e ninguém substituirá isso”, garantiu o presidente.
“Deve entender-se que isso deve pesar em termos de contributo financeiro num momento em que a pandemia fez juntar à situação anterior da TAP uma situação generalizada? Eu acho que sim. Tem de se fazer uma reestruturação e tem de se pagar o preço dessa reestruturação”, continuou.
No seu entender, “a Assembleia tem uma palavra a dizer, sim, se houver repercussões orçamentais”, mas foi dito pelo Governo que o Orçamento do Estado para 2021 comporta o montante associado a este plano de reestruturação – que informou ainda não ter recebido.
“Então, se comporta, provavelmente a Assembleia discute, e deve discutir, mas não delibera”, reforçou.
Marcelo Rebelo de Sousa declarou ter “a exata noção” do que pode vir a acontecer a prazo em relação à TAP: “Eu tenho a noção, como tenho a noção em relação ao Novo Banco. Ser Presidente obriga a ter essa noção, de manhã, à tarde e à noite, durante cinco anos consecutivos”.



